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A natureza nos presenteia com uma vasta diversidade de plantas que não apenas acrescentam beleza, mas também trazem benefícios para o ambiente. Uma espécie que tem ganhado destaque na decoração de interiores é o Ficus lirata, também conhecido como Figueira-lira. Com suas folhas grandes e exuberantes, essa planta tropical tem conquistado o coração de amantes da natureza e designers de interiores. Neste artigo, exploraremos as características e os cuidados necessários para cultivar a deslumbrante Ficus lirata em seu ambiente doméstico.



Beleza e Elegância:

Uma das características mais marcantes do Ficus lirata é o seu conjunto de folhas em formato de violino, que podem alcançar até 30 centímetros de comprimento. Com uma tonalidade vibrante de verde, essas folhas grandes e brilhantes são uma verdadeira obra de arte da natureza. Quando cultivada em ambientes internos, essa planta se torna um ponto focal impressionante, capaz de adicionar uma dose de elegância e sofisticação a qualquer espaço.



Ambiente Ideal:

Para que a Ficus lirata prospere e exiba sua magnificência, é necessário criar um ambiente adequado. Essa espécie aprecia luz indireta brilhante, portanto, posicione-a perto de uma janela que permita a entrada de luz natural, evitando, no entanto, a exposição direta aos raios solares intensos. Além disso, a Figueira-lira gosta de ambientes com temperaturas amenas, entre 18°C e 25°C. A umidade também é importante, então borrife água nas folhas regularmente ou coloque um prato com pedras úmidas sob o vaso.



Cuidados Essenciais:

Ao cultivar a Ficus lirata, é fundamental estar atento a alguns cuidados básicos. Regar de forma adequada é essencial, evitando tanto o excesso quanto a falta de água. Verifique a umidade do solo antes de regar novamente e permita que a camada superficial seque um pouco entre as regas. Além disso, lembre-se de limpar as folhas regularmente para remover o acúmulo de poeira e manter sua aparência brilhante e saudável.


Dicas para o Cultivo:

Para garantir o crescimento saudável da Ficus lirata, é recomendável fertilizá-la mensalmente durante a primavera e o verão, utilizando um adubo balanceado para plantas verdes. Ao transplantar a planta, escolha um vaso espaçoso o suficiente para acomodar o sistema radicular e utilize um substrato rico em matéria orgânica, garantindo uma boa drenagem.


A Ficus lirata é uma espécie de planta que traz um toque de natureza exuberante para os espaços internos. Suas folhas em formato de violino e seu porte majestoso são capazes de transformar qualquer ambiente em um refúgio de elegância e tranquilidade. Com os cuidados adequados, você poderá apreciar a beleza dessa planta por muitos anos, criando um elo entre a natureza e o seu lar. Não hesite em adicionar a Figueira-lira à sua decoração de interiores e desfrutar de uma atmosfera repleta de frescor e sofisticação.



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Por Duda Menegassi (Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.)


Cercada de mistérios e por isso batizada como bromélia-enigmática, a nova espécie descoberta na Serra do Padre Ângelo, em Minas Gerais, desafia pesquisadores com sua floração singular.


Onde cientistas esperavam uma cor esbranquiçada, quase pálida, surgiu uma flor vibrante em tons de amarelo e vermelho. E assim, diante dos olhos da ciência, surgiu uma nova espécie e floriu um enigma. A descoberta da bromélia-enigmática (Stigmatodon enigmaticus) nas montanhas de Minas Gerais desafia o que a ciência sabe sobre este gênero botânico e tem instigado pesquisadores a juntar novas peças para tentar desvendar a história evolutiva desta planta singular que acabou de ser descoberta.


O achado foi feito durante expedições do projeto “Ecossistemas Rupícolas da Mata Atlântica”, realizadas pelo Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA). A planta foi encontrada a mais de 1.200 metros de altitude, numa porção da Serra do Padre Ângelo conhecida como Serra do Pinhão, no município de Conselheiro Pena, no leste de Minas Gerais. Seu habitat são os afloramentos rochosos em meio aos campos rupestres. Um ambiente propício a singularidades e espécies únicas.


As flores de Stigmatodon enigmaticus apresenta características típicas da polinização por beija-flores, como formato tubular e cores vibrantes, tipicas do gênero Vriesea. Um enigma a ser desvendado. Foto: Paulo Gonella


No primeiro encontro com os pesquisadores, em maio de 2021, a bromélia-enigmática estava sem flores. Os botânicos observaram suas folhas arroxeadas cobertas por escamas esbranquiçadas, típicas do gênero Stigmatodon, que é composto por bromélias adaptadas à vida sobre as rochas na Mata Atlântica. Uma das características deste grupo é a floração noturna, com flores pouco coloridas, normalmente polinizadas por morcegos.

Contrariando as expectativas dos botânicos, floresceu intensamente. “Aguardamos ansiosos a floração da planta, que imaginávamos ter flores esbranquiçadas ou esverdeadas, como todas as demais espécies de Stigmatodon. Qual foi a nossa surpresa, no entanto, quando a planta floresceu durante o dia e com cores vibrantes. Suas flores são amarelas com estruturas externas – chamadas de brácteas – vermelhas, características associadas à polinização por beija-flores e comuns no grupo irmão de Stigmatodon, o gênero Vriesea”, explica o pesquisador do INMA, Dayvid Couto, autor que liderou o estudo, publicado em fevereiro na revista científica Phytotaxa.


Apesar das suas flores contrariarem tudo que se sabe sobre o gênero Stigmatodon, todas as demais características morfológicas observadas pelos botânicos validaram a classificação da bromélia-enigmática dentro do gênero. “Mas estudos futuros usando dados do DNA e da anatomia dessas plantas nos ajudarão a testar hipóteses evolutivas dessa característica floral e do posicionamento dessa espécie no gênero”, ressalta Dayvid.



Paisagem da Serra do Pinhão, na região da Serra do Padre Ângelo, única localidade em que vive a bromélia-enigmática. Foto: Paulo Gonella


Ao mesmo tempo em que buscam respostas sobre o passado da bromélia-enigmática, os pesquisadores se preocupam com o seu futuro. Considerada “microendêmica” por ser conhecida em uma única localidade na Serra do Pinhão, com uma área de ocorrência estimada em apenas 4 km² e menos de 20 indivíduos maduros, a bromélia-enigmática não conta com nenhuma unidade de conservação para resguardar seu pequeno habitat. Por isso, os pesquisadores sugerem que a planta já seja classificada como Criticamente Em Perigo de extinção, o grau mais alto de ameaça.

O principal perigo que ronda a bromélia é o fogo, muito usado pelos proprietários rurais do entorno para abertura e renovação pastagem, e a invasão de espécies exóticas como o capim-gordura e samambaias do gênero Pteridium, que avançam sob o espaço das nativas.

Para tentar assegurar a proteção ao habitat da bromélia enigmática e de diversas outras espécies que vivem na Serra do Padre Ângelo – apenas na última década mais de 30 espécies foram descritas na região, sendo 26 endêmicas – os pesquisadores têm se mobilizado para propor a criação de um Monumento Natural, em âmbito estadual, que proteja os dois maciços da serra e o Pico da Aliança, no município de Alvarenga.




“A ideia do Monumento é porque essa área é toda fragmentada, tem várias propriedades privadas, pequenas fazendas que não fariam sentido de serem incluídas, então o desenho de um Monumento Natural seria o mais adequado”, conta a ((o))eco outro autor do estudo, o botânico Paulo Gonella, da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ). Paulo acrescenta ainda que a elaboração de uma proposta para criação da unidade de conservação é uma das ações previstas no Plano de Ação Territorial (PAT) Capixaba-Gerais.

Além disso, a própria prefeitura de Conselheiro Pena, município onde foi descoberta a bromélia enigmática, discute a criação de um parque municipal que proteja a porção da serra que se encontra no seu território.

Um dos objetivos do projeto do INMA é justamente inventariar a biodiversidade dos ambientes rochosos e levantar dados que possam servir de subsídio para a criação de políticas públicas para a conservação desses ambientes.

“Queremos chamar atenção para área, que ela está desprotegida, que essa grande diversidade de plantas e animais está desprotegida. E para as pessoas também, a importância dessa área de conservação para transformação da economia local e para ter um turismo mais sustentável”, completa o pesquisador.

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Você está procurando por plantas ideais para locais de meia sombra? Bem, a lista de plantas adequadas para essas condições pode ser infinita. Aqui vamos explicar o raciocínio para que, quando você estiver em uma floricultura ou viveiro, possa escolher as melhores plantas sem mesmo conhecer seus nomes.



A sombra é o local onde há proteção do sol forte e claridade ou luz solar filtrada. Na natureza, isso é encontrado debaixo de grandes árvores e arbustos, perto de paredões rochosos ou em áreas baixas do terreno. Para ser eficiente na fotossíntese e aproveitar as poucas horas de sol, uma planta de sombra terá folhas grandes e verdes escuras, como as de antúrios, filodentros, monsteras e aráceas. Além disso, essas plantas terão folhas finas para não desidratar, com um verniz na parte superior para proteção.



Plantas como marantas e calatéias também são ideais para ambientes sombreados.

As flores dessas plantas são geralmente discretas, diferentemente das plantas que precisam de sol direto. A maioria das flores de plantas de sombra são pequenas e delicadas, como as do lírio-da-paz, aglaonemas e antúrios.

Lembre-se de observar a folha das plantas, não a flor, para encontrar as melhores opções para seu jardim de sombra.




A segunda coisa a se lembrar é que as plantas de sombra precisam de umidade. Elas vivem em ambientes com alta umidade, então é importante mantê-las bem regadas. Isso não significa que elas precisem de água parada, mas sim de umidade constante no ar.

Algumas das plantas de sombra mais conhecidas incluem samambaias, orquídeas e begônias. Samambaias são conhecidas por suas folhas verdes e longas, que formam uma espécie de cascata. Elas são ideais para decoração de ambientes sombreados e requerem umidade constante.


As orquídeas também são plantas de sombra e são conhecidas por suas flores exóticas. Elas precisam de um ambiente com alta umidade e boa ventilação, além de luz indireta.

Begônias são plantas versáteis que podem ser cultivadas tanto em sol quanto em sombra. Elas são conhecidas por suas folhas grandes e coloridas, e requerem umidade constante para se desenvolver corretamente.



Em resumo, as plantas de sombra são plantas que precisam de luz indireta e umidade constante para se desenvolver corretamente. Algumas das plantas mais conhecidas incluem samambaias, orquídeas e begônias.


Loja Botânica - Para você, sua casa e seu jardim.

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